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Notas do dia 24/10/2026

24 de outubro de 2026

Retorno da IA
Empregos
Robótica
Data centers

Estudo diz que a IA ainda não deu lucro fora do setor de tecnologia

A Apollo, uma das maiores gestoras de investimento do mundo, publicou uma análise do seu economista chefe, Torsten Slok, dizendo que a IA ainda não trouxe retorno financeiro para as empresas americanas que não são de tecnologia. Segundo o texto, as startups gastam cada vez mais com IA, mas a empresa comum não precisa do modelo mais novo e não quer pagar por ele. O assunto gerou quase 500 comentários no Hacker News, um fórum de tecnologia muito lido nos Estados Unidos.

Para quem trabalha numa empresa comum, a lição é que a ferramenta sozinha não gera resultado. O retorno aparece quando a IA entra num processo que já existe e que tem um número para medir, como tempo de resposta ao cliente ou horas gastas num relatório, então vale começar por aí.

Fonte

  • Apollo · No signs of AI payoff outside the tech sector

Estados Unidos perdem mais de 200 mil empregos em mídia e artes

Uma análise do economista Joseph Politano, que voltou ao debate nesta sexta, mostra que os Estados Unidos perderam mais de 200 mil empregos em setores criativos nos últimos quatro anos, cerca de 50 mil só no último ano. Cinema e TV perderam mais de 100 mil vagas, quase um terço do setor. O autor diz que é difícil medir quanto disso vem da IA, porque o setor também sofre com fusões e com a troca da TV pelas redes sociais, mas aponta que todas as áreas digitais encolhem, enquanto o entretenimento ao vivo cresce.

Para quem vive de trabalho criativo ou contrata esse tipo de serviço, o recado é que a parte repetitiva da produção está ficando barata. Quem aprende a usar a IA para fazer o volume e guarda o seu tempo para a ideia, o gosto e a relação com o cliente fica numa posição bem mais forte.

Block apresenta uma IA de voz que aprendeu a falar só ouvindo pessoas

A Block, empresa de pagamentos de Jack Dorsey, um dos fundadores do Twitter, mostrou o Dessa, um modelo de voz treinado só com gravações de conversas, sem nenhum texto. Ele ouve e fala ao mesmo tempo, então consegue rir no meio da frase, dizer um rápido "sim" enquanto você fala e perceber emoção e ironia. Segundo a empresa, ele roda num MacBook Pro M4 Max, mas ainda é uma prévia de pesquisa, sem aplicativo e sem preço.

Hoje a maioria dos atendentes de voz transforma a fala em texto e perde o tom da pessoa no caminho. Um modelo que entende o tom pode deixar o atendimento por telefone e por áudio muito mais natural, e por isso é um assunto para acompanhar de perto quem pensa em usar voz com cliente.

NVIDIA põe o Vera Rubin em produção e monta servidor 20 vezes mais rápido

Jensen Huang, presidente da NVIDIA, disse que a nova geração de chips para IA, chamada Vera Rubin, já está em produção total. Uma bandeja de processamento, a peça que vai dentro dos servidores, levava quase duas horas para ser montada na geração anterior e agora leva cerca de cinco minutos, porque a empresa trocou os cabos internos por uma placa nova e tirou os ventiladores, usando refrigeração a líquido.

Montar mais rápido significa colocar mais data centers no ar em menos tempo. Para quem usa IA no trabalho, isso tende a trazer mais capacidade disponível e, com o tempo, preço menor por uso das ferramentas.

Google é obrigado a parar obras de dois data centers na Finlândia

As autoridades da Finlândia mandaram o Google parar as obras de dois grandes data centers depois que a empresa desmatou cerca de 530 hectares de floresta antes de terminar a avaliação ambiental. Os projetos fazem parte de um investimento de 13 bilhões de euros no país, puxado pela demanda por IA. O Google pediu desculpas, suspendeu as obras e fala em retomar na primavera de 2027, e a polícia foi chamada para investigar um dos terrenos.

O caso mostra que a expansão da IA depende de terra, energia e licença, e não só de tecnologia. Para as empresas, isso pesa no preço e na velocidade com que novos serviços chegam, e a questão ambiental deve virar pergunta frequente de clientes e investidores.

Robô de US$ 399 vende US$ 2,6 milhões em 24 horas

O Microduck, um robozinho em forma de pato criado pela Pollen Robotics, empresa francesa que pertence ao Hugging Face, passou de US$ 2,6 milhões em pré-venda em um dia. Ele tem 25 centímetros, anda, chuta bola, pega objetos com o bico e se levanta depois de cair. O dono pode ensinar movimentos novos treinando o robô num ambiente virtual e depois passando o aprendizado para o robô de verdade.

O método usado para treinar robôs caros agora cabe numa mesa e custa menos que um celular. Isso quer dizer que mais gente vai aprender a treinar robôs, e a automação física deve chegar a pequenas operações mais cedo do que parecia.

Robô humanoide de código aberto sai por cerca de US$ 20 mil

A Menlo lançou o Asimov 1, um robô humanoide de 1,2 metro e 35 quilos que qualquer pessoa pode montar, consertar e modificar. Os desenhos das peças, os circuitos, o software e a lista de materiais estão abertos na internet, e o custo para montar fica em torno de US$ 20 mil.

Código aberto, aqui, quer dizer que ninguém precisa começar do zero nem pagar licença para criar em cima do projeto. Isso barateia a pesquisa e tende a acelerar a chegada de robôs para tarefas simples em empresas menores.


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