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Notas do dia 11/10/2026
11 de outubro de 2026
Karpathy diz que só 0,2% das pessoas usam a IA de verdade no trabalho
Andrej Karpathy, um dos fundadores da OpenAI, publicou que a distância entre quem usa e quem não usa IA está aumentando. Pela conta dele, cerca de 6 bilhões de pessoas quase nunca tiveram contato com essas ferramentas, de 1 a 2 bilhões usam a versão gratuita do ChatGPT como um Google melhorado e só uns 20 milhões, ou 0,2% do mundo, já entregam para agentes de IA projetos que antes levavam semanas. A publicação passou de 3,8 milhões de visualizações e virou o assunto mais discutido do Hacker News, com mais de 700 comentários.
Karpathy explica que a IA rende mais quanto maior e mais importante é o problema que a pessoa entrega para ela. Uma pergunta que se responde num parágrafo quase não mostra o que a ferramenta faz. Então, para quem sente que a IA não ajuda tanto, o caminho é testar com uma tarefa grande e real do seu trabalho, e não só com perguntas soltas.
Agentes de IA fizeram em dois dias um trabalho que levou nove meses e custou 160 mil dólares
A Cockroach Labs, empresa americana de banco de dados, contou que colocou agentes de IA para trabalhar como uma equipe de hospital, cada um com uma função: um faz a triagem, outro planeja, outro revisa e outro libera. Em 2024, a equipe humana levou 9 meses e gastou cerca de 160 mil dólares para criar uma função parecida. Desta vez, os agentes terminaram em menos de dois dias, sem nenhuma linha escrita por pessoas, e a conta de IA ficou em 4.172 dólares. Em cinco meses, o sistema produziu mais de um milhão de linhas de código, e só precisaram desfazer 7 alterações.
O segredo, segundo a empresa, não está na ferramenta, mas no processo: os agentes planejam e revisam cada tarefa antes de começar, e tudo fica registrado. Quem quer usar agentes no trabalho pode copiar essa ideia, porque dividir funções e exigir revisão vale para qualquer área, não só para programação.
Um prompt que faz o Claude parar de concordar com tudo viralizou
O perfil @evolving.ai publicou uma instrução que transforma o Claude em conselheiro, e não em assistente que concorda com tudo, e o post passou de 9,8 mil curtidas. São 7 regras para colar nas configurações do Claude: não começar com elogio, dizer o erro já na primeira frase, avisar o quanto tem certeza de cada afirmação, proibir frases como "ótima pergunta" e só mudar de opinião quando aparecer um fato novo.
Muita gente desconfia da IA justamente porque ela dá razão para tudo. Uma instrução assim ajuda a receber críticas honestas sobre um plano, uma proposta ou um texto. O próprio post avisa que o Claude ainda pode errar fatos, então ainda vale a pena checar a resposta.
Uma cópia gratuita do Photoshop passou de 50 mil estrelas no GitHub em menos de duas semanas
O PhotoCraft, uma cópia aberta e gratuita do Photoshop feita do zero, chegou ao GitHub em 30 de setembro e já passou de 50 mil estrelas, que é como os programadores marcam os projetos de que gostam. Ele faz parte de um pacote do mesmo grupo com cópias de vários programas da Adobe, como o Premiere e o Illustrator, além do Word e do Excel.
O detalhe que importa para quem usa IA é que um agente de IA pode comandar todos os menus e ferramentas do PhotoCraft, usando um padrão de conexão chamado MCP. Ou seja, programas de edição começam a nascer prontos para receber ordens da IA, e não só de quem clica com o mouse.
A Sakana testou uma IA que avalia e melhora o próprio trabalho
A Sakana AI, laboratório de IA do Japão, apresentou o MASS, um método em que vários agentes do mesmo modelo resolvem uma tarefa, avaliam juntos o resultado e usam essa avaliação para melhorar o jeito de trabalhar. A ideia é que, em assuntos muito novos, nem especialistas conseguem conferir tudo a tempo, então a própria IA precisa aprender a se corrigir.
Por enquanto é pesquisa, mas mostra para onde as empresas de IA estão indo: agentes que trabalham em grupo e revisam uns aos outros. Para quem usa IA hoje, a lição prática já vale: pedir para a ferramenta revisar a própria resposta antes de entregar costuma melhorar o resultado.
Um programa gratuito transforma fala em texto no Mac sem mandar nada para a internet
O BetterWispr é um programa aberto e gratuito de ditado para Mac. A pessoa segura duas teclas, fala em qualquer aplicativo e ele escreve o texto já limpo, sem os "é" e "hum" e sem as frases que ela começou e abandonou. Tudo roda no próprio computador, sem cadastro, e o modelo Whisper, que vem incluído, entende português. O lançamento chegou a quase 200 votos no Hacker News no domingo.
Para quem escreve muito e-mail, relatório ou mensagem, ditar é bem mais rápido que digitar. E como a voz não sai do computador, dá para usar com assunto sigiloso da empresa.
Uma ferramenta acha qualquer arquivo do Mac pela descrição do que tem dentro
O DigUp é um programa gratuito que procura arquivos no Mac pelo conteúdo, e não pelo nome. A pessoa escreve, por exemplo, "a cláusula sobre animais no contrato de aluguel" e ele abre a página certa do PDF, ou escreve "onde falam sobre sono" e ele pula para aquele minuto da gravação. Ele usa o EmbeddingGemma 2, um modelo pequeno do Google que entende mais de 100 idiomas, inclusive português, e roda inteiro no computador.
Quem tem anos de contratos, propostas, fotos e gravações guardados sabe quanto tempo se perde procurando arquivo. Esse tipo de busca resolve isso sem mandar nenhum documento para a nuvem.
Fonte
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