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Notas do dia 02/10/2026

2 de outubro de 2026

OpenAI
Trabalho com IA
Imagem
Regras de uso

A OpenAI zerou o uso de todas as contas pagas do ChatGPT

O GPT-6.1 Sol, o modelo novo da OpenAI lançado em 29/09, ficou lento nos dois primeiros dias porque a procura passou do que a empresa esperava. Então, como pedido de desculpas, a OpenAI zerou o contador de uso de todas as contas pagas do ChatGPT no dia 02/10, às 10h do horário do Pacífico. Segundo a empresa, o Sol chega perto do GPT-6 Astra, o modelo mais forte dela, por um quinto do preço, e o texto que já foi enviado antes e fica guardado em cache sai 95% mais barato.

Para quem usa o ChatGPT no trabalho, isso quer dizer mais uso disponível no mesmo plano e um modelo forte mais barato para quem monta automações. Mas vale testar a velocidade antes de colocar um processo importante em cima dele, porque medições independentes ainda mostravam o tempo de resposta oscilando no dia 02/10.

Fontes

  • OpenAI no X · lançamento do GPT-6.1 Sol
  • Neo (@NeoAIForecast) no X · resumo do dia 02/10

A IA superou 12 contadores no fechamento do mês

A Mercor, empresa que mede o desempenho de modelos de IA em tarefas profissionais, colocou 12 contadores com registro e cerca de 5 anos e meio de experiência em quatro cenários de fechamento do mês. Eles tinham que puxar números de planilhas, fazer as contas e entregar uma tabela de resultados. Os contadores sem ajuda acertaram em média 37% dos critérios, enquanto os modelos mais recentes do Claude e do GPT ficaram perto de 100%, foram mais rápidos e custaram muito menos por tarefa.

O próprio estudo faz uma ressalva importante, porque essas eram tarefas bem delimitadas e com instrução clara. Em trabalhos longos de fechamento contábil, o melhor modelo ainda fica em 56,4%. Então a lição para o especialista é que a IA rende quando ele descreve o processo com precisão, e o conhecimento dele é justamente o que transforma uma tarefa confusa em uma tarefa bem especificada.

O PewDiePie foi banido pela OpenAI por destilação

O youtuber PewDiePie contou que teve a conta da OpenAI desativada duas vezes enquanto criava o Ajax, uma IA que roda no computador dele, feita a partir do Qwen3.5-9B, um modelo aberto da Alibaba. O motivo foi destilação, que é usar as respostas de uma IA para treinar outra, e os termos de uso da OpenAI proíbem isso quando o objetivo é criar um concorrente.

O caso virou assunto porque mostra uma regra que pouca gente lê. Quem usa IA paga no trabalho pode fazer muita coisa com as respostas, mas usar essas respostas para treinar outro modelo é uma linha que as empresas fiscalizam. Antes de montar um projeto em cima de qualquer ferramenta, vale ler os termos de uso.

O FLUX 3 deixa editar uma parte da imagem sem mexer no resto

A Black Forest Labs lançou o FLUX 3 Image, um modelo de geração de imagem que foi um dos assuntos mais votados do Hacker News, o fórum de tecnologia mais lido dos Estados Unidos. A proposta é posicionar cada elemento numa tela e editar a imagem pronta uma área de cada vez, e tudo o que não foi tocado continua exatamente onde estava.

Esse sempre foi o ponto fraco de quem usa IA para fazer arte de produto, anúncio ou post, porque pedir uma correção pequena mudava a imagem inteira. Com edição por área, quem já tem uma peça aprovada consegue trocar só o texto, o produto ou o fundo, sem refazer tudo do zero.

O Google colocou chips de IA em um satélite

O Google confirmou contato com o protótipo do Project Suncatcher, um satélite do tamanho de uma geladeira com quatro TPUs, que são os chips que o Google usa para rodar IA. Ele foi lançado em 01/10 e tem energia solar de cerca de 1 kW, mas só consegue trabalhar em blocos de uns 15 minutos antes de desligar para esfriar.

É um teste, e não um centro de dados no espaço. Mas ele mostra onde está o limite da IA hoje, que é energia, calor e memória, e é por isso que os preços e os limites de uso das ferramentas que a gente usa no dia a dia ainda mudam tanto.

Debate do dia: todo software vai virar uma camada em volta da IA

Um texto do engenheiro Shrivu Shankar voltou ao topo do Hacker News com a tese de que toda empresa de software vai virar um harness em volta de um modelo. Harness é tudo o que fica em volta da IA para ela conseguir trabalhar de verdade: as ferramentas, as telas, o contexto e a memória. Segundo ele, a empresa passa por etapas, começando com pessoas usando agentes como ajudantes e terminando com boa parte das tarefas rodando sozinha em segundo plano.

Para quem trabalha numa empresa, a leitura prática é que o valor muda de lugar. O modelo vira peça que qualquer um compra, e o que diferencia é o processo, as regras e o contexto que a pessoa coloca em volta dele, que é exatamente o conhecimento de quem entende do próprio trabalho.


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